terça-feira, 5 de outubro de 2010

2010 - Centenário da República Portuguesa (05-10)

República - génese.

A República pretende dizer do latim Res publica, "coisa pública". Era assim que era referida desde há muito pelo exercício na governação de um país e nação, mesmo durante a Idade Média e pelas próprias casas reinantes com monarquia na Europa, tanto no reino de Portugal como nos outros, e da qual havia a responsabilidade de cuidar e salvaguardar.

Atualmente é quase só visto como uma forma de governo ou de regime na qual um representante, normalmente chamado presidente, é escolhido pelo povo para ser o chefe de país, podendo ou não acumular com o poder executivo. 

A forma de eleição é normalmente realizada por voto livre e secreto, em intervalos regulares, variando conforme o país. A origem desse tipo de república está na Roma clássica, quando primeiro surgiram instituições como o Senado.




5 de Outubro de 1910 - Implantação da República.


"Na manhã do dia 5 de Outubro, em Lisboa, dirigentes do Partido Republicano Português dirigiram-se aos Paços do Concelho, de cuja varanda, José Relvas, acompanhado por Eusébio Leão e Inocêncio Camacho, proclamou a República: "Unidos todos numa mesma aspiração ideal, o Povo, o Exército e a Armada acabou de, em Portugal, proclamar a República"."
(In  http://www.centenariorepublica.pt/conteudo/5-de-outubro-de-1910-proclama%C3%A7%C3%A3o-da-rep%C3%BAblica)

5 de Outubro de 2010 - Cem anos passaram ...

Em Portugal existe a República parlamentarista ou parlamentarismo - Nesta forma de governo o chefe de Estado normalmente não tem amplas atribuições executivas, pois grande parte desses poderes é exercida pelo "chefe de Governo" (usualmente denominado Primeiro-ministro).

Estamos a celebrar esse evento. 

Filatelicamente, os CTT lançaram um pequeno livro em 2007, que foi sendo preenchido com emissões desse ano (ver neste blogg o artigo sobre "Símbolos da República" - http://colleccionadora.blogspot.com/2009/03/2007-simbolos-da-republica-5-10.html#links), de 2008 (O Ideário Republicano) e de 2009 (Mulheres da República).

Hoje, os CTT lançaram um complemento a esse livro - uma carteira filatélica - contendo as emissões finais: Bustos da República (com relação aos primeiros selos republicanos - os Ceres) e a Assembleia da República.

Os selos retratam algumas das facetas importantes dos ideias originais (tendo como base o referido anteriormente), da sua evolução, o seu estado actual.

Vide  http://www.portugal2010.pt/fep10/wcmservlet/portugal2010/en/index.html.

2007 - Símbolos da República





2008 - O Ideário Republicano



 2009 - Mulheres da República


 2010 - Assembleia da República



 2010 - Bustos da República

segunda-feira, 19 de julho de 2010

2006 - Todas as Ocasiões (07-02)


Caros Bloguistas / Filatelistas:

Já há algum tempo não publicava / actualizava o meu blogg - a colecção de selos também tem sido mantida apenas no sentido da entrada / recolha, não da organização. Alterações grandes na vida (positivas) assim o determinaram.

De volta, decidi festejar com esta emissão de selos, por motivos pessoais, familiares e de amizade. No fundo, sou apologista de que temos de aproveitar tudo de bom que a vida tem, festejando cada dia / ocasião pelas oportundiades que nos concede!!

Até depois!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Lagoas dos Açores / Biodiversidade (22-04)



Caros Bloguistas / Filatelistas:


Eis uma série acerca das lagoas dos Açores. Algumas conheço pessoalmente (como a Lagoa das Furnas, - ilha de São Miguel, tema do 2º bloco), outras ainda não (como a Lagoa da Caldeira de Santo Cristo - ilha de São Jorge).

Nas duas vezes que já estive nos Açores, ambas em São Miguel, quando regressava vim sempre com a ideia de que perdi muito, que poderia ter visto ainda mais. Há sempre algo a ver, nos locais mais recônditos - e menos explorados, em termos de turismo.

Manter o equilíbrio turístico e ambiental é uma tarefa sem fim. Como a minha tentativa de conhecer melhor os Açores. Nunca desistir! Hei-de voltar e conhecer mais ilhas ...

Até depois!

sábado, 12 de dezembro de 2009

2000 - 100 Anos União Ciclista Internacional (22/05)



Caros (as) bloguistas / filatelistas:

A União Ciclística Internacional (UCI) é uma associação internacional das Federações ciclísticas nacionais, sem fins lucrativos. A sede da UCI situa-se em Aigle, Suíça. A sua designação original é Union Cycliste Internationale.
A UCI foi fundada em 4 de Abril de 1900 na cidade de Paris pelas organizações nacionais de cilismo da Bélgica,Estados UnidosFrançaItália, e Suíça.
A UCI emite licenças para os corredores competirem, e reforça regras de disciplina, como por exemplo sobre o doping. Também administra as classificações de corridas e os pontos para a classificação em várias modalidades, incluindo Mountain bike, Ciclismo de estrada e BMX, ambos para homens e mulheres, amadores e profissionais. Também organiza campeonatos mundiais — em que países diferentes competem ao invés das equipes comerciais — em várias categorias e diferentes modalidades. Os vencedores dessas competições têm o direito de vestir uma camisa especial com um arco-íris no ano seguinte, e de vestir uma camisa também com um arco-íris nas mangas e na gola durante o resto da carreira.

2009 - 800 Anos da Ordem dos Franciscanos (11/03)









Caras (os) bloguistas / filatelistas:

A 11 de Março de 1209, o então jovem Francisco de Assis recebeu do papa Inocêncio III a aprovação da REGRA e “forma de vida” para iniciar com os seus primeiros irmãos, o caminho da fraternidade. Nascia assim, a Ordem dos Frades Menores.

Os franciscanos não são monges, mas sim religiosos: realizam voto de pobreza, castidade e obediência. Vivem em fraternidades, que se designam por conventos e não como abadias ou mosteiros. Os seus conventos são tradicionalmente dentro das cidades ou junto a elas.

"Os frades monges chegaram a Portugal por volta de 1216, tendo em Santo António de Lisboa (c.1195-1231), uma das suas primeiras notáveis conquistas, que na pobreza dos Frades Menores encontrou enorme riqueza." (http://www2.ctt.pt/femce/jsp/app/public/category_info.jspx?shopCode=LOJV&categoryCode=8063)

Mais informações em http://franciscodeassis.no.sapo.pt/Ordem.htm

domingo, 13 de setembro de 2009

2009 - 50 anos do Cristo Rei (17-05)



O Cristo-Rei é um monumento religioso localizado na freguesia de Almada, no concelho de Almada, em Portugal.

A estátua de Cristo Redentor, existente no Rio de Janeiro, no Brasil, inspirou, em 1934, durante uma visita àquela cidade, o Cardeal Patriarca de Lisboa de então, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, a construir um monumento de cariz similar em Lisboa.
Situa-se a uma altitude de 113 metros acima do nível do Tejo, sendo constituído por um pórtico projectado pelo arquitecto António Lino, com 75 metros de altura, encimado pela estátua do Redentor de braços abertos voltado para a cidade de Lisboa, com 28 metros de altura, obra do escultor português Francisco Franco de Sousa. O pedestal, incluindo o pórtico, eleva-se a 82 metros de altura. O monumento a Cristo-Rei constitui a maior atracção turística do concelho de Almada, a seguir às famosas praias da Costa de Caparica. É de visita obrigatória a todo o turista que visite Lisboa.

Este monumento é o melhor miradouro da cidade de Lisboa, oferecendo uma ampla vista sobre a capital e sobre a Ponte 25 de Abril. Em numerosas reportagens turísticas sobre Lisboa, surge o monumento a Cristo-Rei, ex-líbris de Almada.
É uma das mais altas construções de Portugal, com 110 metros de altura. Que faz 50 anos a 17 de Maio de 2009.

Os selos foram desenhados por António Magalhães sobre fotos de Francisco Noronha de Andrade e José Elias.

Os selos têm valores de 32 cêntimos (330 mil exemplares) e 68 cêntimos (230 mil exemplares). O bloco vale 2,48 Euros (60 mil exemplares).

Nota pessoal: Obrigada, minha amiga Cris, por me teres presenteado com bloco ! Os selos vão ser encomendados...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

2008 - Ano Europeu do Diálogo Intercultural (23-10)

Bloguistas / Filatelistas:

Terminado com sucesso o Mestrado, retorno à minha paixão pelos selos com algum tempo.


Desta feita, “apesar da enorme transformação nas comunicações, quer através dos “e-mails” e dos “SMS” ou de outras formas de comunicação que assentam nas novas tecnologias de informação, fica-nos a alegria de abrir a caixa do correio onde nos chegam, ainda hoje, memórias de países que não vemos, histórias da nossa vida por viver, origens que não queremos perder.”



Assim, "o Parlamento e o Conselho da União Europeia declararam 2008 “Ano Europeu do Diálogo Intercultural” na perspectiva de reforçar a construção de uma identidade europeia comum, baseada nos valores interculturais, com vista a uma sociedade mais justa e integradora, onde todos possam conviver no respeito mútuo.



O mundo deixou de ser uma aldeia fechada, a globalização já é uma realidade e mais do que agir é preciso interagir com as várias realidades/culturas, promover o pluralismo, reconhecendo e conservando a diversidade, apenas possível através do diálogo."

(In http://www.aedi2008.pt/AnnoucementDetails.aspx?itemId=115&tabId=8)


Tão distantes, territorialmente, estão estas culturas, mas com pontos em comum ... a explorar!!
Até à próxima!

domingo, 15 de março de 2009

2007 - Símbolos da República (5-10)





Caros bloguistas / filatelistas:
O Mestrado tem-me afastado da minha paixão pelos selos, mas não mais poderia continuar sem vos dar a conhecer outra aquisição.

Desta feita, a temática é a História de Portugal. Se olharmos para o calendário, verificamos que estamos sensivelmente a 1 ano e 7 meses dos 100 anos da República Portuguesa ...

A pensar em tal efeméride, os CTT começaram a emitir selos para a sua celebração já em 2007.

Aqui vai o resumo e significado de cada uma das bandeiras que constituem este bloco + selo.
Espero que gostem!


"A primeira emissão filatélica dedicada à Portugal 2010

Proclamada a República, em 5 de Outubro de 1910, uma das primeiras preocupações do Governo Provisório foi a definição dos símbolos nacionais em conformidade com as novas instituições. Assim, por Decreto de 15 de Outubro, foi nomeada uma comissão constituída por Abel Acácio de Almeida Botelho, Columbano Bordalo Pinheiro, João Chagas, José Afonso Pala e António Ladislau Parreira, encarregada de apresentar um projecto sobre a nova bandeira nacional. Além deste, que mantinha o verde e o vermelho da bandeira que os revolucionários tinham arvorado na Rotunda e nos navios de guerra, surgiram vários outros projectos, no decurso de uma intensa e por vezes exaltada campanha, em que se destacou um grupo constituído por Guerra Junqueiro, Braancamp Freire e António Arroio, que defendiam a manutenção do azul e branco da bandeira monárquica, substituindo a coroa real por símbolos adequados ao regime republicano. Depois de aprovados oficialmente pelo Governo, em 29 de Novembro, os símbolos nacionais propostos pela comissão foram submetidos à Assembleia Nacional Constituinte que os sancionou pelo Decreto de 19 de Junho de 1911, publicado no Diário do Governo n.º 141: «A Assembleia Nacional Constituinte decreta: 1.º – A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentaes, verde escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto à união das duas cores, terá o escudo das Armas Nacionaes, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar manuelina, em amarello e avivada de negro. As dimensões e mais pormenores de desenho, especialização e decoração da bandeira são os do parecer da commissão nomeada por decreto de 15 de Outubro de 1910, que serão immediatamente publicados no Diário do Governo. 2.º – O hymno nacional é A Portuguesa.»
Segundo o regulamento constante de Decreto de 30 de Junho, publicado no Diário do Governo n.º 150, a Bandeira Nacional tem um comprimento igual a vez e meia a altura da tralha e a divisória entre as duas cores deve ser feita de modo a que o verde ocupe dois quintos do comprimento total e os restantes três quintos pelo vermelho. Centrada no sentido vertical, figura a esfera armilar sobre a qual se inscreve o escudo branco com as quinas que, segundo a Comissão, perpetuam e consagram «o milagre humano da positiva bravura, tenacidade, diplomacia e audácia que conseguiu atar os primeiros elos da afirmação social e política da lusa nacionalidade». Os castelos estampados sobre a larga faixa carmesim que rodeia o escudo são um dos símbolos «mais enérgicos da integridade e independência nacional». As normas sobre a utilização da Bandeira Nacional foram regulamentadas pelo Decreto-Lei n.º 150/87, de 30 de Março.

Estandarte Presidencial

Complementares da Bandeira Nacional, existem outras bandeiras destinadas a usos específicos, com destaque para o Estandarte Presidencial, criado em 1930, que se destina a assinalar a presença do Chefe do Estado. Retoma o tipo do pavilhão régio criado pela Casa de Bragança, em que as armas nacionais assentavam num campo de cor uniforme que, no Estandarte Presidencial, é todo verde, sobre o qual figuram as Armas Nacionais assentes sobre a esfera armilar de ouro. O estandarte pode ainda ter a forma de galhardete que é hasteado na frente da viatura que transporta o Presidente da República nas suas deslocações oficiais.
Além dos símbolos nacionais, existem outro tipo de bandeiras, símbolos de outros órgãos de soberania, como a da Assembleia da República, ou das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, no quadro do respectivo estatuto autonómico consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Bandeira da Assembleia da República

Hasteada pela primeira vez no dia 3 de Janeiro de 2007, a Bandeira da Assembleia da República foi criada pela Resolução n.º 73/2006, aprovada em 14 de Dezembro de 2006. Com uma dimensão que deve respeitar a proporção de 2 por 3, a bandeira tem a seguinte descrição: «de prata, tendo ao centro a esfera armilar de ouro e, brocante sobre ela, o escudo das armas nacionais, com bordadura de verde». Também existe na versão de galhardete que, nas deslocações oficiais, é içado na viatura ao serviço do Presidente da Assembleia da República.

Bandeira da Região Autónoma dos Açores

No quadro do respectivo processo autonómico, a Região Autónoma dos Açores aprovou pelo Decreto Regional n.º 4/79 A, de 10 de Abril, os Símbolos heráldicos de Região Autónoma dos Açores, cuja versão autêntica foi aprovada pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 12/79, de 12 de Abril. Fortemente influenciada pela bandeira do Liberalismo, que fez dos Açores a sua base para a tomada do poder, tem a forma rectangular, sendo o seu comprimento uma vez e meia a altura; é partida de azul escuro e branco, numa proporção de dois quintos para a primeira cor e três quintos para a segunda; ao centro, sobre a linha divisória, tem um açor voante, de forma naturalista estilizada, de ouro; por cima do açor, em semicírculo, tem nove estrelas iguais de ouro, com cinco raios; junto da haste, no canto superior tem o escudo nacional.

Bandeira da Região Autónoma da Madeira

Com base na Constituição da República que reconhece à Madeira o estatuto de autonomia regional sujeita a regime constitucional próprio, com direito a insígnias próprias que a diferenciem do restante território português, foi criada a Bandeira da Região Autónoma da Madeira por Decreto da Assembleia Regional de 28 de Julho de 1978 (Decreto Regional n.º 30/78/M, de 12 de Setembro). Tem a forma rectangular, com uma altura igual a dois terços da sua largura e é dividida em três faixas verticais; os rectângulos dos extremos são azuis e o rectângulo intermédio é de ouro; sobre este figura a Cruz da Ordem de Cristo. O azul representa a natureza insular da região e o amarelo o clima ameno e os areais, que são factores fundamentais da sua riqueza. Por sua vez, a Cruz de Cristo remete para o facto de o arquipélago ter sido descoberto por dois cavaleiros dessa ordem militar e é o símbolo de ligação à República Portuguesa."

Até à próxima!!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

2008 - Lisboa-Dakar (05-01)




Caros bloguistas / filatelistas:


Neste bloco, composto por quatro selos, aparecem pilotos Portugueses que, infelizmente, não tiveram oportunidade de mostrar o seu valor na prova deste ano, uma vez que a mesma foi cancelada.

"A colecção de 60 mil exemplares (cada bloco com o valor facial de 2,75 euros) sendo os selos que constituem os blocos de 1,25 euros, 75, 45 e 30 cêntimos (cada um deles retrata veículos que já participaram no Lisboa-Dakar sob as cores portuguesas). O selo de 1,25 euros representa o camião de Rainer Weigart. No de 75 cêntimos aparece o quatro-rodas de Carlos Sousa. Os selos de 45 e 30 cêntimos retratam as motos de Hélder Rodrigues e Ruben Faria.

Salientado o facto da a partida para a prova ter estada marcada para Belém, frente ao Mosteiro dos Jerónimos, os Correios apresentam esta emissão como uma "homenagem a uma aventura do espírito humano que, do mesmo ponto de partida e à semelhança da gesta de Quinhentos, une as margens dos oceanos de areia estreitando laços entre povos e civilizações".

In http://www.dakar.iol.pt/noticia.php?id=899310

Ficam os selos para nos recordar, para a posteridade, esta situação.

Até à proxima!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008